Sam Neill, ator conhecido mundialmente por viver Alan Grant em Jurassic Park: Parque dos Dinossauros, morreu aos 78 anos. A informação foi confirmada pela família do artista nesta segunda-feira, 13 de julho de 2026.
Em comunicado publicado nas redes sociais, os familiares afirmaram que Neill morreu em Sydney, na Austrália, cercado pela família. A perda foi descrita como “repentina e inesperada”. A nota também informou que o ator permanecia livre do câncer no momento da morte.
Para o grande público, Sam Neill ficará sempre ligado ao paleontólogo Alan Grant, personagem que ele interpretou no clássico Jurassic Park, de Steven Spielberg, lançado em 1993. O papel virou um dos símbolos da franquia e voltou em Jurassic Park III e Jurassic World: Domínio.
Mas reduzir Neill aos dinossauros seria pouco para uma carreira tão ampla. Antes e depois de Jurassic Park, ele transitou por dramas, suspense, terror, aventura e televisão com uma naturalidade rara. Entre seus trabalhos mais lembrados estão O Piano, Possessão, O Enigma do Horizonte, À Beira do Abismo, Hunt for the Wilderpeople e Peaky Blinders.
Nascido na Irlanda do Norte e criado na Nova Zelândia, o ator construiu uma trajetória marcada por elegância, humor seco e personagens que podiam ser acolhedores, ambíguos ou profundamente ameaçadores. Essa versatilidade ajudou Neill a atravessar gerações sem ficar preso a um único tipo de papel.
Nos últimos anos, Sam Neill também chamou atenção pela forma franca como falou sobre sua saúde. Em 2023, ele revelou ter sido diagnosticado com um tipo raro de câncer no sangue, mas continuou trabalhando e aparecendo publicamente. Segundo a família, ele estava livre da doença quando morreu.
O ator ainda deixa trabalhos inéditos. Entre seus últimos projetos estão The Last Resort, ao lado de Daisy Ridley, e Godzilla x Kong: Supernova.
Sam Neill deixa uma filmografia extensa e uma imagem rara em Hollywood: a de um astro popular que nunca pareceu distante do público. Para muitos fãs, ele será sempre o cientista que olhou para os dinossauros com espanto, medo e fascínio. Para o cinema, fica a carreira de um ator que soube fazer muito mais do que sobreviver a um clássico.








