Carrie já foi adaptada mais de uma vez, mas Mike Flanagan não quer apenas refazer uma história que o cinema conhece há décadas. O showrunner explicou que a nova série do Prime Video nasceu justamente da necessidade de encontrar um caminho diferente para a obra de Stephen King.

Em entrevista à Entertainment Weekly, Flanagan reconheceu o desafio de transformar um dos livros mais curtos de King em uma série de oito episódios. Segundo ele, a pergunta principal não era apenas como adaptar Carrie, mas por que adaptar a história novamente.

A resposta, para o criador, está na expansão. Flanagan afirmou que Brian De Palma já fez uma adaptação “fiel e bonita” em 1976. Por isso, a nova versão não será uma adaptação direta. A ideia é construir algo novo a partir dos elementos de Carrie, sem repetir um caminho que já foi muito bem explorado no cinema.

A série mantém os pontos centrais da história, como o bullying contra Carrie White, seus poderes telecinéticos e o baile. Mas o caminho até esses eventos será diferente. Flanagan adiantou que o baile continua na trama, mas os acontecimentos ligados a ele serão reconstruídos de outra forma.

O ponto mais interessante está na mitologia dos poderes de Carrie. O showrunner quer explorar melhor elementos que aparecem no livro, mas ficaram em segundo plano nas adaptações anteriores. Entre eles está o chamado “gene TK”, ligado à telecinese, e a ideia de que Carrie faz parte de um grupo maior de mulheres com habilidades especiais.

Essa expansão também muda a estrutura da série. A partir do segundo episódio, cada capítulo deve começar com a história de outra mulher, em outro lugar e período, descobrindo os próprios poderes. Para Flanagan, entender o lugar específico de Carrie dentro desse grupo será uma das descobertas centrais da temporada.

A nova versão também leva a história para um ensino médio atual. Flanagan destacou que temas presentes no livro, como crueldade, empatia, bullying e violência escolar, ficaram ainda mais urgentes com a tecnologia e a exposição constante vivida pelos adolescentes de hoje.

Summer H. Howell vive Carrie White, enquanto Samantha Sloyan interpreta Margaret White. Flanagan descreveu sua Carrie como uma jovem mais aberta, curiosa e esperançosa do que versões anteriores. Já Margaret será retratada como uma mãe que ama a filha e tenta protegê-la do mundo, mas transforma esse cuidado em isolamento.

No Brasil, o Prime Video ainda não divulgou uma data exata de estreia. Lá fora, Carrie está prevista para chegar ao catálogo no segundo semestre de 2026.

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