Stephen King nunca fica muito tempo longe dos filmes. A nova adaptação da vez é Mister DelÃcia, tÃtulo brasileiro de Mister Yummy, conto publicado em O Bazar dos Sonhos Ruins. O projeto será dirigido por Ben Young, conhecido pelo thriller Predadores do Amor.
A escolha chama atenção justamente por não ser uma das histórias mais óbvias do autor. Mister DelÃcia não parte do mesmo tipo de horror associado a palhaços assassinos, hotéis assombrados ou cidades tomadas por segredos. Aqui, o medo nasce de algo mais Ãntimo: memória, arrependimento, envelhecimento e a sensação de que a morte está se aproximando.
A história acompanha Ollie Franklin, morador de uma casa de repouso que começa a ter visões perturbadoras depois da morte de outro residente. Conforme passado e presente se misturam, ele precisa encarar segredos antigos antes que o tempo finalmente o alcance.
Esse lado mais melancólico pode diferenciar o filme dentro da longa lista de adaptações de King. Enquanto It: Bem-Vindos à Derry expande a mitologia de Pennywise e aposta em uma ameaça bem conhecida dos fãs, Mister DelÃcia parece caminhar por um terror menor em escala, mas mais psicológico e emocional.
Ben Young também participa da adaptação do roteiro ao lado de Troy Abruzzise. Em declaração ao Deadline, reproduzida pelo Bloody Disgusting, o cineasta disse que o que o atrai no conto é o fato de o horror ser inseparável da humanidade da história.
O conto original foi lançado em novembro de 2015 dentro da coletânea The Bazaar of Bad Dreams, publicada no Brasil como O Bazar dos Sonhos Ruins. A própria página oficial de Stephen King lista Mister Yummy como parte dessa coleção.
Por enquanto, Mister DelÃcia ainda não tem elenco anunciado, data de estreia ou previsão de filmagens divulgada. Mesmo assim, o projeto entra em um momento movimentado para o terror, que vem encontrando espaço tanto em grandes marcas conhecidas quanto em apostas mais autorais, como Backrooms.
Para os leitores fiéis de King, a curiosidade está exatamente aÃ. Mister DelÃcia pode não ser o tÃtulo mais famoso da prateleira, mas tem um tipo de estranheza que combina bem com adaptações mais contidas, daquelas em que o susto importa menos do que a sensação de que algo inevitável está chegando.



