⚠️ Contém spoilers do final da 3ª temporada de Euphoria.
Sim, Rue Bennett morre no final da 3ª temporada de Euphoria. A protagonista vivida por Zendaya não resiste a uma overdose de comprimidos com fentanil no último episódio, “In God We Trust”, tratado como o provável encerramento da série da HBO.
A morte chega depois de uma temporada inteira em que Rue mergulha no tráfico. No episódio final, ela escapa por pouco de uma noite violenta e recebe de Alamo (Adewale Akinnuoye-Agbaje) dinheiro, uma folga e um frasco de remédios deixado ali de propósito. Rue toma os comprimidos sem saber que contêm fentanil. Ali (Colman Domingo) a encontra morta no sofá na manhã seguinte.
A cena foi pensada para ser vivida pelo olhar de Ali, e não de Rue. O criador Sam Levinson explicou que queria que o público sentisse a perda através do personagem de Colman Domingo, pela sensação de impotência diante de uma morte que não se pode evitar. É também por isso que os instantes finais de Rue acontecem em um sonho: ela imagina um reencontro feliz com Fezco, antes de o episódio revelar que sonhava enquanto morria.
Para Levinson, esse era o desfecho inevitável. Ele afirmou ter buscado contar uma história honesta sobre dependência, em que “pessoas como Rue não conseguem se safar”, relacionando o fim da personagem à própria experiência com o vício. O criador também dedicou o desfecho a Angus Cloud, o intérprete de Fezco morto em 2023, e a quem, em suas palavras, não teve uma segunda chance. A morte fecha o arco que a série acompanha desde o primeiro episódio, quando Rue desperta de uma overdose.
O resto do elenco fica suspenso entre luto e sobrevivência. Ali parte atrás de quem matou Rue e mata Alamo em um confronto, ajudado pela traição de Bishop. Cassie (Sydney Sweeney) e Lexi (Maude Apatow) processam a perda, enquanto Maddy (Alexa Demie) cumpre o acordo que tinha com Alamo. Nate (Jacob Elordi) já havia morrido no episódio anterior, e a última fala da série fica com Rue, em narração: “Que Deus abençoe todos nós.”
A crítica recebeu o final de forma dividida. Parte o vê como um encerramento honesto e emocionalmente coerente com o que a série sempre foi; outra parte considera o desfecho excessivamente sombrio e centrado em confrontos, em vez de fechar com calma as histórias que abriu.