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A trajetória de Ali no final de Euphoria explica o tom da despedida

⚠️ Atenção: este texto contém spoilers do final da 3ª temporada de Euphoria.

No final da 3ª temporada de Euphoria, o personagem que passa pela transformação mais dura não é Rue, mas Ali. Vivido por Colman Domingo, o padrinho que tentou guiar a protagonista pela recuperação termina o episódio abalado pela morte dela e disposto a agir fora dos princípios que sustentaram sua trajetória até ali.

O ponto de virada é a morte de Rue, que toma comprimidos com fentanil entregues pelo traficante Alamo (Adewale Akinnuoye-Agbaje). É Ali quem a encontra morta e confirma, com um teste, o que havia nas pílulas. Meses depois, em uma reunião de apoio, ele admite ter recaído após a perda e diz que não acredita mais ser capaz de ajudar alguém daquele jeito.

Logo depois, Ali aparece serrando o cano de uma espingarda. A nova forma de agir se revela no confronto com Alamo, quando ele invade o clube ligado ao esquema do traficante e mata o responsável pela morte de Rue, ajudado pela traição de Bishop, que entrega ao chefe uma arma sem munição.

O destino de Ali ajuda a definir o tom amargo do encerramento. Em vez de preservar o personagem como uma âncora moral, Euphoria mostra como a morte de Rue também destrói parte da fé de quem tentou salvá-la.

Tags: Euphoria
Jeferson Ribeiro: Sou formado em Sistemas de Informação, apaixonado por séries, filmes e pelo universo do entretenimento. No Na Frente da TV, transformo essa paixão em conteúdo, trazendo novidades, curiosidades e análises sobre cinema, streaming e TV. Cruzeirense apaixonado e fã de boas histórias dentro e fora das telas.
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