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Dia D mostra por que Spielberg nunca deixou os OVNIs para trás

Steven Spielberg voltou ao território que ajudou a transformar em cinema popular. Dia D, título brasileiro de Disclosure Day, coloca alienígenas, segredos do governo e uma revelação capaz de mudar o mundo no centro de uma nova ficção científica do diretor. O filme chega aos cinemas brasileiros em 11 de junho, segundo a divulgação da Universal Pictures Brasil.

A premissa parte de uma pergunta simples, mas grande o bastante para sustentar um filme inteiro: o que aconteceria se a humanidade descobrisse, de uma vez, que não está sozinha? No trailer, um personagem vivido por Josh O’Connor surge ligado a segredos roubados do governo, enquanto a meteorologista interpretada por Emily Blunt passa por um fenômeno inexplicável durante uma transmissão ao vivo.

Para quem acompanha Spielberg desde E.T. – O Extraterrestre e Contatos Imediatos do Terceiro Grau, o interesse está menos em ver naves no céu e mais em entender o olhar do diretor para esse tipo de encontro. Em entrevista à Entertainment Weekly, Spielberg afirmou que nunca viu um OVNI pessoalmente, mas acredita que há evidências e testemunhos suficientes para sustentar a possibilidade de visitas extraterrestres desde Roswell, em 1947.

Esse detalhe muda o peso de Dia D. O filme não parece interessado apenas no susto da chegada alienígena. A história mira o impacto humano da revelação: medo, fé, colapso político, desconfiança e a pergunta incômoda sobre como as pessoas reagiriam se uma verdade escondida por décadas viesse à tona de uma só vez.

O roteiro é de David Koepp, colaborador antigo de Spielberg em Jurassic Park e Guerra dos Mundos. A parceria ajuda a explicar o tom do projeto: uma ficção científica de grande escala, mas guiada por personagens comuns empurrados para uma situação impossível. A trilha é de John Williams, e a fotografia fica com Janusz Kaminski, outro nome recorrente na filmografia do diretor.

No elenco, Dia D reúne Emily Blunt, Josh O’Connor, Colin Firth, Eve Hewson e Colman Domingo. Segundo a EW, O’Connor vive Daniel Kellner, um especialista em segurança cibernética ligado ao vazamento, enquanto Blunt interpreta Margaret Fairchild, a meteorologista que se torna peça central do fenômeno.

Dentro dos filmes recentes de ficção científica, Dia D chama atenção por recuperar uma marca muito própria de Spielberg: o espetáculo existe, mas a pergunta emocional vem antes da destruição. A ameaça não está só no céu. Está também na forma como governos, empresas, religiões e famílias lidam com uma verdade que ninguém consegue mais esconder.

A comparação com outros projetos recentes do gênero é inevitável. Enquanto Backrooms usa o medo de espaços impossíveis nascidos da internet, Dia D aposta em outra angústia: a sensação de que o mundo real talvez tenha escondido algo grande demais por tempo demais.

O próprio Na Frente da TV já havia destacado que o trailer final vendia o filme como uma conspiração capaz de abalar a confiança global. Agora, com as falas de Spielberg e o peso de David Koepp no roteiro, a proposta fica mais clara: Dia D não quer ser apenas mais um filme de alienígenas. Quer usar os alienígenas para perguntar o que ainda mantém a humanidade unida quando tudo parece pronto para quebrar.

Categories: Filmes
Tags: Dia D
Jeferson Ribeiro: Sou formado em Sistemas de Informação, apaixonado por séries, filmes e pelo universo do entretenimento. No Na Frente da TV, transformo essa paixão em conteúdo, trazendo novidades, curiosidades e análises sobre cinema, streaming e TV. Cruzeirense apaixonado e fã de boas histórias dentro e fora das telas.
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